Integral planta afeto e cultiva forças que fazem o bem

Na horta, plantar e cuidar de uma semente é também aprender sobre o tempo, a dedicação e aquilo que precisa ser cultivado para crescer. Foi a partir dessa relação que a turma do Integral, acompanhada pela professora Roseli Luro de S. Santos, vivenciou a atividade “Plantando afeto”, dentro do projeto anual “As forças que nos movem para o bem”.

No mês dedicado à confiança, a proposta convidou as crianças a ampliar esse olhar a partir de uma força intimamente relacionada a ela: o afeto. Antes do plantio, a turma participou de uma conversação sobre o novo cultivo, a escolha dos vegetais e do fruto e a relação entre o cuidado com as plantas e o cuidado com a própria vida.

As crianças conheceram as sementes de rabanete, cenoura e maracujá, observando suas cores, formatos e diferentes cheiros. A experiência também retomou os cultivos realizados anteriormente, como o pepino e o tomatinho, levando os alunos a perceberem que tanto os alimentos que crescem sob a terra quanto aqueles que se desenvolvem acima dela têm sua importância.

A observação dos diferentes processos de crescimento abriu espaço para uma reflexão sobre a vida interna. Enquanto alguns alimentos permitem acompanhar diariamente suas transformações, outros precisam ser retirados da terra para que possamos perceber o que foi cultivado. De maneira semelhante, os bons sentimentos que desenvolvemos em nosso mundo interno precisam encontrar expressão nas atitudes para que possam ser reconhecidos.

A turma refletiu sobre o afeto como uma expressão do amor e sobre a confiança como uma força que ajuda a enfrentar desafios e reconhecer as próprias capacidades. Compreenderam que não basta sentir afeto: é preciso colocá-lo em prática, por meio de pequenas atenções, da colaboração, da disposição para ouvir e de tantos outros gestos de cuidado.

A proposta foi inspirada pelo ensinamento: “Tudo quanto o homem pense e faça deve, necessariamente, estar influído por essa força interna que se chama afeto”, apresentado no livro Logosofia: Ciência e Método. A reflexão também se relacionou à ideia de que “O afeto cria o estímulo do afeto e da simpatia”, presente na Coletânea da Revista Logosofia, tomo 2.

Assim, o cultivo da horta ganhou um significado ainda mais amplo. Ao cuidar das sementes, as crianças foram convidadas a perceber que também podem plantar e cultivar sentimentos que fazem o bem dentro de si. E, da mesma forma que aprendem a fazer o bem, podem aprender a reconhecê-lo e recebê-lo nas relações que constroem com a família, os amigos e as pessoas que caminham ao seu lado.

A turma recebeu a proposta com interesse e boa vontade, demonstrando compreensão sobre a relação estabelecida entre o cultivo dos alimentos e o cultivo da vida interna. Agora, enquanto acompanham o crescimento das plantas, também terão a oportunidade de observar os frutos dos cuidados que aprenderam a oferecer.

Na horta, uma nova colheita começa a ser preparada. E, junto com ela, também se cultivam confiança, afeto e pequenas atitudes capazes de fazer o bem florescer.